O devastador ciclone Nargis, que nesta semana atingiu Mianmar (país do sudeste da Ásia), não é diferente de um tufão ou furacão. Na verdade, trata-se de nomes diferentes para um mesmo fenômeno climático básico.
» Como se formam os furacões?
Os chamados ciclones, tufões e furacões são todos tempestades giratórias violentas que, coletivamente, ganham o nome de ciclones tropicais. Eles se formam sobre águas tropicais quentes e a velocidade do vento no olho do ciclone pode chegar a 120 km por hora.
As tempestades são nomeadas de acordo com listas sazonais mantidas pelas agências de meteorologia responsáveis por monitorar a bacia onde os ciclones se formam.
Os furacões começam no Atlântico, Caribe e noroeste do Pacífico, enquanto tufões formam-se no oeste do Pacífico e no sudeste do Oceano Índico. Se um desses "monstros" se desenvolve em certas partes do Oceano Índico ou em parte do sudoeste do Oceano Pacífico, ele se encaixa em uma das três variações do termo genérico ciclone.
Tufões, furacões e ciclones giram todos na mesma direção, anti-horária, se forem formados no hemisfério norte. As tempestades que giram no sentido horário formam-se no hemisfério sul, apesar de serem extremamente raras na bacia do Atlântico e mais comuns no Oceano Índico e na costa da Austrália, segundo informações do site LiveScience.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Brasil pode entrar em circuito mundial de furacões, diz pesquisa
16/09/2005 - 09h49

O Brasil pode entrar no circuito mundial dos furacões, também devido ao aquecimento global. A sugestão é de uma dupla de pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, que analisou o fenômeno Catarina, primeiro ciclone tropical registrado no país, em 2004.O climatologista brasileiro Alexandre Pezza e seu colega australiano Ian Simmonds publicaram na edição do mês passado da revista "Geophysical Research Letters" (www.agu.org/journals/gl) um estudo detalhando como o Catarina se transformou de ciclone extratropical --tipo de tempestade comum no Brasil-- em um ciclone tropical ou furacão.O estudo afirma que a conversão do Catarina numa tempestade "malvada" não ocorreu devido a temperaturas especialmente altas no mar de São Paulo, onde o fenômeno se originou antes de migrar para Santa Catarina.Segundo os pesquisadores, o que ocorreu foi uma combinação atípica de ventos fracos nas camadas mais altas da atmosfera e do chamado bloqueio atmosférico, que atrapalha a circulação normal dos ventos e, no caso de Santa Catarina, impediu a frente fria que, em situações normais, deteria a transição para ciclone tropical.Pezza diz que a dupla não encontrou nenhuma relação direta do Catarina com o aquecimento global. No entanto, afirma que o efeito estufa pode alterar o padrão geral da circulação atmosférica no Hemisfério Sul, com o potencial de produzir no futuro condições similares às responsáveis pelo Catarina. "O aquecimento global está relacionado a propriedades mais complexas do que simplesmente um aumento da temperatura do ar ou da água", disse o pesquisador.Em bom português, não seria preciso um aumento efetivo na temperatura da água ou um aumento na área de formação de furacões --limitada aos mares equatoriais e tropicais-- para que mais Catarinas acontecessem.O climatologista José Marengo, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) concorda, mas pede calma. "O trabalho de Pezza e Simmonds é diagnóstico --[trata do] tempo presente, e eles projetam para o futuro. Ou seja, ainda há muita incerteza sobre o assunto."

O Brasil pode entrar no circuito mundial dos furacões, também devido ao aquecimento global. A sugestão é de uma dupla de pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, que analisou o fenômeno Catarina, primeiro ciclone tropical registrado no país, em 2004.O climatologista brasileiro Alexandre Pezza e seu colega australiano Ian Simmonds publicaram na edição do mês passado da revista "Geophysical Research Letters" (www.agu.org/journals/gl) um estudo detalhando como o Catarina se transformou de ciclone extratropical --tipo de tempestade comum no Brasil-- em um ciclone tropical ou furacão.O estudo afirma que a conversão do Catarina numa tempestade "malvada" não ocorreu devido a temperaturas especialmente altas no mar de São Paulo, onde o fenômeno se originou antes de migrar para Santa Catarina.Segundo os pesquisadores, o que ocorreu foi uma combinação atípica de ventos fracos nas camadas mais altas da atmosfera e do chamado bloqueio atmosférico, que atrapalha a circulação normal dos ventos e, no caso de Santa Catarina, impediu a frente fria que, em situações normais, deteria a transição para ciclone tropical.Pezza diz que a dupla não encontrou nenhuma relação direta do Catarina com o aquecimento global. No entanto, afirma que o efeito estufa pode alterar o padrão geral da circulação atmosférica no Hemisfério Sul, com o potencial de produzir no futuro condições similares às responsáveis pelo Catarina. "O aquecimento global está relacionado a propriedades mais complexas do que simplesmente um aumento da temperatura do ar ou da água", disse o pesquisador.Em bom português, não seria preciso um aumento efetivo na temperatura da água ou um aumento na área de formação de furacões --limitada aos mares equatoriais e tropicais-- para que mais Catarinas acontecessem.O climatologista José Marengo, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) concorda, mas pede calma. "O trabalho de Pezza e Simmonds é diagnóstico --[trata do] tempo presente, e eles projetam para o futuro. Ou seja, ainda há muita incerteza sobre o assunto."
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Mudanças Climáticas
O aquecimento global pode provocar o aparecimento de furacões ou ciclones tropicais no mar Mediterrâneo, segundo afirmam cientistas. Isso representa uma grande ameaça às regiões costeiras mais densamente povoadas do mundo. A costa do Mediterrâneo, além de abrigar milhões de pessoas, serve de importante centro turístico que então estaria sob risco. Os furacões costumam se formar atualmente no oceano Atlântico e raramente atingem a Europa. Um novo estudo, no entanto, mostra que um aumento de 3 graus Celsius nas temperaturas médias pode fazer com que os fenômenos ocorram dentro do Mediterrâneo. De acordo com Miguel Angel Gaertner, coordenador da pesquisa e membro da Universidade de Castilla-La Mancha, na Espanha, grande parte dos modelos usados no estudo mostra que está havendo intensificação das tempestades. Ele destacou que, numa combinação com o aumento do nível dos oceanos, conforme se espera, o resultado seria perigoso para muitas das áreas costeiras habitadas. Entre os fatores que influenciam os furacões estão o aquecimento da superfície dos mares e a instabilidade atmosférica. Esses fenômenos vêm ocorrendo em um número limitado de regiões, tais como o norte do Atlântico e do Pacífico, onde são chamados de tufões. Acontece, porém, que eles passaram a aparecer recentemente em lugares inusitados. Segundo Gaertner, este seria um sinal claro do perigo. Em 2004, por exemplo, o furacão Catarina surgiu no sul do Atlântico e atingiu o sul do Brasil. No ano seguinte, foi a vez do Vilma formar-se próximo à ilha da Madeira. Foi o primeiro a invadir o território espanhol. Os cientistas que participaram do estudo admitiram que ainda há um grande número de incertezas sobre a questão do Mediterrâneo, inclusive a respeito de quais regiões estariam mais expostas. Mas, de uma coisa estão certos: há tempo para adotar medidas que possam evitar o pior. – Esse é o lado positivo. Temos tempo para lutar contra o problema, diminuindo as emissões de gases do efeito estufa – afirmou Gaertner. A exemplo de outros especialistas, ele diz que as emissões de gases do efeito estufa são decorrentes, em sua maior parte, da queima de combustíveis fósseis em termelétricas, fábricas e carros.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
A Física das Tempestades

Uma nuvem começa a se formar quando o calor que é irradiado pelo Sol atinge nosso planeta e evapora a água presente em sua superfície. Esse vapor sobe das regiões de baixa altitude, onde é menos denso que o ar, até regiões mais frias da atmosfera, onde se condensa e forma as minúsculas gotinhas de água que compõem a nuvem.
Quando ela é formada por partículas de gelo e água em diversos tamanhos, tem uma grande extensão vertical e encontra-se em uma região com ventos intensos, tem todos os ingredientes necessários para produzir relâmpagos. São as chamadas cumolonimbus, ou simplesmente nuvens de tempestades.
Ainda não há uma teoria definitiva que explique a eletrificação da nuvem. Há, no entanto, um consenso entre os pesquisadores de que a eletrificação surge em seu interior, da colisão entre partículas de gelo, água e granizo. Uma das teorias mais aceitas diz que o granizo, sendo mais pesado, ao colidir com cristais de gelo, mais leves, fica carregado negativamente, enquanto os cristais de gelo ficam carregados positivamente.
Isso explicaria o fato de a maioria das nuvens de tempestade ter um centro de cargas negativas embaixo e um centro de cargas positivas na sua parte superior. Quando a concentração de cargas nesses centros cresce muito, o ar que os circunda já não consegue isolá-los eletricamente e acontecem as descargas elétricas entre as duas regiões.
A maioria das descargas ocorre dentro das nuvens, mas como as cargas elétricas na nuvem induzem cargas opostas no solo, as descargas também podem se dirigir a ele. Os raios que tocam o solo podem ser divididos em descendentes (nuvem-solo) e ascendentes (solo-nuvem). Os que não tocam o solo podem ser basicamente de três tipos: dentro da nuvem, da nuvem para o ar e de uma nuvem para outra. O tipo mais freqüente é o descendente.
Quando ela é formada por partículas de gelo e água em diversos tamanhos, tem uma grande extensão vertical e encontra-se em uma região com ventos intensos, tem todos os ingredientes necessários para produzir relâmpagos. São as chamadas cumolonimbus, ou simplesmente nuvens de tempestades.
Ainda não há uma teoria definitiva que explique a eletrificação da nuvem. Há, no entanto, um consenso entre os pesquisadores de que a eletrificação surge em seu interior, da colisão entre partículas de gelo, água e granizo. Uma das teorias mais aceitas diz que o granizo, sendo mais pesado, ao colidir com cristais de gelo, mais leves, fica carregado negativamente, enquanto os cristais de gelo ficam carregados positivamente.
Isso explicaria o fato de a maioria das nuvens de tempestade ter um centro de cargas negativas embaixo e um centro de cargas positivas na sua parte superior. Quando a concentração de cargas nesses centros cresce muito, o ar que os circunda já não consegue isolá-los eletricamente e acontecem as descargas elétricas entre as duas regiões.
A maioria das descargas ocorre dentro das nuvens, mas como as cargas elétricas na nuvem induzem cargas opostas no solo, as descargas também podem se dirigir a ele. Os raios que tocam o solo podem ser divididos em descendentes (nuvem-solo) e ascendentes (solo-nuvem). Os que não tocam o solo podem ser basicamente de três tipos: dentro da nuvem, da nuvem para o ar e de uma nuvem para outra. O tipo mais freqüente é o descendente.
Furacão Katrina

Os Estados Unidos são responsáveis pela quarta parte da emissão mundial de dióxido de carbono. Apesar disso o país não ratificou o Protocolo de Kyoto em vigor desde fevereiro de 2005, que estabeleceu metas para a redução das emissões de gases estufas. As possíveis relações entre as mudanças climáticas e os desastres naturais que penalizaram, neste ano, especialmente os Estados Unidos, podem ser um importante fator de pressão da sociedade norte-americana sobre o governo, para que tome atitudes mais responsáveis em relação ao ambiente.
O governo dos EUA prevê que 14 a 18 tempestades irão se formar durante a temporada de furacões de seis meses que começou no último dia 1º de junho. O recorde de fenômenos em uma temporada pertence ao ano de 2005, quando houve 28.
A tragédia de Nova Orleans, arrasada, em 2005, pela força destruidora do furacão Katrina, que rompeu diques e deixou a cidade sob a água, é a imagem mais próxima da realidade do efeito que as mudanças climáticas poderá provocar em várias regiões do mundo. Para os ambientalistas, o aquecimento global pode ser o responsável pelo aumento do número das tempestades tropicais que têm se transformado em furacões de grande magnitude.
Para outros, furacões sempre existiram e os acontecimentos de 2005 fazem parte de um ciclo de flutuação da temperatura das águas que costuma ocorrer a num intervalo de 50 a 60 anos. Portanto trata-se de um processo natural, impossível de ser detido pelo ser humano.
O fato é que não existe consenso. Outros especialistas ficam no meio do caminho. Alegam que é bem provável que o aquecimento global seja responsável pela intensificação deste fenômeno, mas é impossível uma afirmação decisiva, neste momento. Seriam necessárias mais algumas décadas de observação e de estudo, cerca de 30 anos, para se chegar a uma confirmação científica sobre o tema. Não será tarde demais?
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